Alberto Jorge Torres da Silva Fonseca
Natural da Trofa, o deputado do Partido Social Democrata (PSD) partilhou o seu percurso e visão política com o projeto Os 230. Alberto Fonseca nasceu em 1983 e foi muito novo que se começou a envolver na vida política e associativa, filiando-se aos 17 anos na JSD.
“Não começou propriamente por iniciativa minha, surgiu por um convite de amigos. [A filiação] não foi muito por convicção, foi mais pela amizade. Mas, olhando para trás, ainda bem que a opção foi essa porque me identifico plenamente com os ideais da social-democracia”, admite o parlamentar.
Considera que os três grandes pilares da sua formação foram a família, “o mais importante, a base de tudo”, a experiência nos escuteiros que lhe deu “uma aprendizagem essencial para muitas coisas da vida” e também a política onde cresceu a debater temas e problemas sérios com pessoas mais velhas, algo pouco comum para um adolescente. No final do ensino secundário decidiu à última hora estudar Economia onde assegura que é muito feliz.
Ucrânia: “Senti-me na obrigação de lá ir e ajudar”
No início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, o deputado colaborou na ajuda humanitária junto à fronteira do país. Questionado sobre as suas motivações e especialmente pela coragem necessária para essa missão, responde: “Senti mais obrigação do que coragem. Foi uma experiência extremamente enriquecedora. O que estava a acontecer naquele momento impressionou-me bastante e senti-me na obrigação de lá ir ajudar os nossos colegas, tanto portugueses como ucranianos, para ajudar a trazer as suas famílias para um local mais seguro”.
“Só com partidos é que se pode construir a democracia”
Para Alberto Fonseca, fazer política “é melhorar a vida das pessoas”. Considera que esse sempre foi o seu foco, especialmente tendo como referência o seu concelho de origem, a Trofa, um município jovem e onde existiam muitas carências, e para o qual todos os partidos tiveram um papel importante na sua construção.
Sobre os partidos políticos, considera mesmo que são essenciais. “Há esta ideia de que tudo o que de mal acontece na política tem a ver com os partidos. Sem partidos não haveria democracia. Só com partidos é que se pode construir a democracia. Por exemplo, um movimento de cidadãos independentes que, naturalmente, tem a sua legitimidade, não tem o mesmo nível de escrutínio que um partido” afirma o deputado, reforçando que estes são a “única forma de termos a democracia a funcionar e de conseguirmos através da política resolver os problemas das pessoas”.
“Sinto-me bem no PSD, no Partido Social Democrata, porque existem partidos que colocam o estado no centro da sua ação política, existem partidos que colocam os animais no centro da sua ação política, existem partidos que colocam a economia no centro da sua ação política: para nós, são as pessoas. Por isso é que somos um partido humanista: o ser humano é que está no centro da nossa ação, e tudo o que fazemos é em prol da qualidade de vida das pessoas”.
Como membro da Comissão de Orçamento e Finanças, considera que esta nova legislatura está a ser muito desafiante face ao quadro de minoria parlamentar que suporta o Governo. Considera que não houve tempo de adaptação, porque o arranque foi bastante intenso, face às medidas propostas pelos partidos e pelo próprio Governo que geraram maior debate e que tinham precisamente um carácter fiscal.
Sobre a qualidade dos políticos, responde que acontece em todas as profissões: “há bons professores e maus professores, há bons médicos e maus médicos, há bons padres e maus padres e também há bons políticos e maus políticos. Criou-se esta ideia de que só existem maus políticos porque aquilo que acontece de mau é aquilo que é mais valorizado. Mas por todo o país existem bons políticos que fazem por melhorar a vida das pessoas”.
Artigo elaborado por João Marques, colaborador d’Os 230
Nome Completo
Alberto Jorge Torres da Silva Fonseca
Data de Nascimento
13/07/1983
Habilitações Literárias
- Licenciatura em Economia
Profissão
Economista
Comissões Parlamentares
- Comissão de Orçamento
- Finanças e Administração Pública [Coordenador GP]
- Comissão de Poder Local e Coesão Territorial [Suplente]
- Comissão Eventual de Acompanhamento da Execução do PRR e PT2030