Andreia Filipa Neves Bernardo
Foi na Sala do Senado do Palácio de São Bento que teve lugar mais uma das entrevistas do Projeto Os 230, desta feita a Andreia Bernardo, Consultora de Comunicação, deputada do Partido Social Democrata, eleita pelo círculo de Lisboa.
Ingressou na Escola Superior de Comunicação Social, onde obteve a sua licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, como trabalhadora-estudante, sendo nessa modalidade que prosseguiu sempre com os seus estudos. Diz que foi uma altura “muito exigente”, uma vez que também já estava ativamente envolvida na política e afirma então que saiu da escola com uma “aprendizagem muito prática”.
A saúde e o caso de Sintra
Como membro da Comissão Parlamentar da Saúde, Andreia Bernardo confessa existirem muitos desafios no setor. Trabalhou na Autarquia de Sintra e como responsável por levar os assuntos da saúde da autarquia às reuniões de Câmara, foi aí que teve contacto com a dicotomia entre o público e o privado. Refere que a Saúde enfrenta muitos problemas, entre os quais as longas listas de espera das operações e das consultas.
Em relação ao Hospital Fernando Fonseca, diz ser um hospital muito pequeno para a quantidade de gente que o procura. A deputada ressalva que Sintra é o segundo maior concelho do país e com uma população muito densa, pelo que o Amadora- Sintra devia ser olhado e pensado e que “quem lá está a trabalhar dá muito de si e isso é de louvar”.
Foi vereadora da oposição na Câmara de Sintra e por isso fala com conhecimento de causa quando diz que “falta muita coisa em Sintra, falta o orgulho de ser Sintrense”. Confessa também que a maior parte das pessoas que vive em Sintra, um concelho habitado sobretudo pelos mais jovens, quando pensa em comprar uma casa ou escolher onde viver, não pensa em comprar uma casa em Sintra. “Pensa, ou Cascais, ou Oeiras, ou Odivelas, ou até Loures”. A deputada afirma já se ter questionado sobre essa situação, mas que chega à conclusão que talvez seja por não haver condições, ou não ter a qualidade de vida que atualmente deveria existir - quer para um jovem, quer para as pessoas menos jovens. Os transportes públicos e os serviços podem não ser são assim tão eficientes como deveriam ser, o que é visível pelas greves.
A comunicação nos Partidos
Já trabalhou com o PS, com o PSD e com a IL e diz que os partidos precisam de comunicação política – “Se os atores políticos tomam decisões políticas, pensam, têm ideias, propostas, elas têm de ser comunicadas, se não as pessoas lá fora não sabem o que é que aconteceu. E para comunicar, devemos comunicar bem”. Nesse sentido, dá muita importância aos consultores de comunicação e refere que o próprio Primeiro-ministro tem uma ótima comunicação, que é visível na descontração que tem numa entrevista, numa declaração à imprensa, numa conferência de imprensa.
Pelo contrário, a deputada afirma que Pedro Nuno Santos tem uma postura mais aguerrida, que é a forma dele de comunicar enquanto líder da oposição. Em relação a André Ventura, diz que tudo o que ele faz é comunicar e uma das coisas que ele faz é olhar para a câmara e não para o entrevistador.
Artigo escrito por Mónica Mota, colaboradora do Projeto Os 230
Nome Completo
Andreia Filipa Neves Bernardo
Data de Nascimento
31/01/1992
Habilitações Literárias
- Licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial
- Pós-Graduação em Comunicação
- Cultura e Tecnologias da Informação
Profissão
Consultora de Comunicação
Comissões Parlamentares
- Comissão de Saúde
- Comissão de Cultura
- Comunicação
- Juventude e Desporto
- Comissão Eventual de Acompanhamento da Execução do PRR e PT2030 [Suplente]
- Grupo de Trabalho – Audiências