Entrevista a
  • 07.01.2026
  • Legislatura

07.01.2026

Legislatura

Angélique Da Teresa

A Sala Lisboa, na Assembleia da República, foi o palco escolhido para a entrevista à deputada,
eleita pelo círculo de Lisboa, que cumpre a sua primeira Legislatura na Casa da Democracia, e
pela Iniciativa Liberal - Angélique Da Teresa - gestora de marketing e comunicação.
Natural de França, a deputada confessa não conseguir escolher entre as cidades de Lisboa e
Paris, ou mesmo entre o Panteão Nacional e o Sacré Coeur. Porém, quando questionada sobre
que cidade escolheria para a celebração do próximo dia de Portugal, é firme e perentória –
“Paris!”.

Educação: “Para mim o ideal não seria o modelo francês, nem o português”

Membro da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, Angélique diz não concordar com o
elevado subsídio estatal na educação superior em França, onde as propinas para uma
licenciatura podem nem chegar a 200€ por ano, para cidadãos nacionais ou do espaço
económico europeu. Revela que, apesar de ser um modelo positivo que põe o elevador social a
funcionar, “não pode haver uma série de facilitismos e de dado adquirido como se depois, os
nossos jovens não tivessem que desempenhar o seu papel e a sua função”. Refere ainda que,
“para mim o ideal não seria o modelo francês, nem seria o modelo português, seria um outro
modelo de liberdade de escolha na área da educação, que é aliás, aquilo que a IL defende, o
incremento da mobilidade”.


Nesse sentido, a deputada considera-se uma fervorosa adepta do programa Erasmus,
classificando-o como “um programa incrível que, de outra forma, os nossos jovens não teriam a possibilidade de ter experiências noutras realidades europeias”. Afirma-se também como
admiradora do projeto europeu, desde logo referindo Simone Veil, a primeira mulher eleita
Presidente do Parlamento Europeu, como uma figura histórica que a inspira.

Propinas: “Este é um não-tema”

Quanto à proposta de aumento do valor das propinas (que entretanto já foi chumbada no
Parlamento para o Orçamento de Estado para 2026), a deputada acha que “é um não-tema”,
uma vez que havia sido anunciado um aumento de propina ao nível da taxa de inflação, o que
representaria um aumento de 13€ por ano.
Sob o ponto de vista da Iniciativa Liberal, diz, “não há nada que nos choque”. O ponto central
seria garantir a incrementação da ação social aos alunos que já a têm. Ou seja, se o reforço da
ação social fosse feita, e o ministro tinha afirmado que seria, “efetivamente este é um
não-tema”.

Lisboa: “IL vai exigir a reforma da Câmara Municipal”
Reeleita deputada municipal por Lisboa nas eleições autárquicas de 2025, Angélique garante
que “a IL vai impor uma série de exigências, e uma delas é a reforma da Câmara Municipal de
Lisboa”
, nomeadamente ao nível do urbanismo. O objetivo dos liberais para este mandato na

autarquia parece ser o de “tornar o Estado muito mais eficiente para poder servir as pessoas,
em vez de se servir a si próprio”
.

Artigo escrito por Mónica Mota, colaboradora do Projeto Os 230

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