Entrevista a Margarida Balseiro Lopes
  • 19.06.2021
  • PSD
  • Leiria
  • XIV Legislatura

19.06.2021

XIV Legislatura

Leiria

PSD

Ana Margarida Balseiro de Sousa Lopes

Em entrevista ao projecto Os 230 a deputada natural da Marinha Grande, Margarida Balseiro Lopes partilha que a sua terra é um lugar de liberdade, assim como a sua família onde a diversidade de ideias e opiniões sempre teve lugar. Filha de pai jornalista, cedo foi incentivada a procurar respostas para as suas questões e foi na Juventude Social Democrata (JSD) que encontrou o espaço para se iniciar na política.

Responsável pela reactivação da concelhia da JSD na Marinha Grande, ao mesmo tempo que estudava Direito na Faculdade de Direito de Lisboa, considera que a política não deve ser encarada como uma profissão e reforça a importância das juventudes partidárias como um espaço de desenvolvimento de competências e em que desde cedo os jovens se dedicam às questões públicas. 

Foi a primeira mulher a ser líder da JSD de 2018 a 2020 e defende que a sua liderança ajudou a credibilizar a imagem da estrutura partidária. A afirmação política das mulheres continua a ser difícil e a deputada acredita que a promoção da igualdade de género não acaba na chegada a uma posição de liderança: “se fizer uma equipa só de homens, se nas matérias que trato, se nas propostas que apresento não tiver nenhuma preocupação com a igualdade, se eu não criar oportunidades para outras mulheres provarem que têm qualidade de que vale ter sido a primeira mulher?” questiona.

A denúncia e combate das injustiças motivou o seu percurso académico onde também esteve ligada ao associativismo académico e uma das principais lições aprendidas foi a capacidade de analisar os diferentes pontos de vista e a tolerância. O gosto pelo Direito Fiscal surge no Mestrado em Direito e Gestão na Universidade Católica e Margarida Balseiro Lopes elege o momento de aprovação do Orçamento de Estado como o que a mais a entusiasma “o período de discussão orçamental é o período que eu mais gosto, é o período em que eu durmo menos é o período em que eu ando mais cansada, mas de facto para quem gosta de finanças públicas e para quem gosta também, já agora, de questões fiscais que são sempre muitas, o processo do orçamento é fascinante”.

O momento da tomada de posse foi vivido com um misto de felicidade e responsabilidade, “felicidade de realizar uma vocação e responsabilidade porque estás a representar pessoas e nem sempre as decisões são fáceis'', refere a deputada. A boa relação com os outros deputados e deputadas de diferentes bancadas, e com o governo, é algo que considera muito importante, não assumindo “uma lógica maniqueísta que deste lado estão os bons e do outro estão os maus”, afirma Margarida Balseiro Lopes. Reforça a importância do peso das palavras, livres de ofensa e insultos.

Ideologicamente afirma-se como centro-direita, gosta de cães, tem um gosto musical eclético onde cabem Ana Moura, Marisa, Red Hot Chili Peppers, Arctic Monkeys, Virgem Suta e é inspirada por figuras como o Papa Francisco, Édith Piaf e Frida Kahlo. Confessa que gostava de ter uma livraria e é fã de poesia, elegendo Miguel Torga e Sophia de Mello Breyner. Considera importante “não segmentar as nossas preferências nessas áreas em função das nossas convicções políticas”.

Resume Portugal na palavra “Compromisso” e gostava de daqui a 10 anos “olhar para trás e de concluir que nessa altura o sítio onde nós nascemos, o apelido da nossa família, o material de que é feito o nosso berço não continua a definir o que é que vai ser nosso projecto de vida”, ambiciona Margarida Balseiro Lopes.

Artigo escrito por Irina Rosa, colaboradora do projecto Os 230

Nome Completo

Ana Margarida Balseiro de Sousa Lopes


Data de Nascimento

24/09/1989


Habilitações Literárias

  • Licenciatura em Direito
  • Mestrado em Direito e Gestão


Profissão

Consultora fiscal


Comissões Parlamentares

  • Comissão de Orçamento e Finanças
  • Comissão de Educação
  • Ciência
  • Juventude e Desporto [Suplente]