Entrevista a António Rodrigues
  • 31.03.2025
  • PSD
  • Lisboa
  • VII,XII,XVI Legislatura

31.03.2025

VII,XII,XVI Legislatura

Lisboa

PSD

António Costa Rodrigues

Nasceu em Nova Iorque, onde viveu até aos 7 anos. Tinha 15 anos na altura do 25 de abril e os tempos que seguiram tiveram um impacto enorme no seu despertar político. António Rodrigues é deputado eleito do Partido Social Democrata (PSD) e o entrevistado desta semana do projeto Os 230.

Ainda pequeno dizia que queria ser advogado para estar no tribunal. “Ao longo do percurso do secundário fui sempre me encaminhando para as letras. Por um lado, sempre tive uma facilidade no domínio das línguas (é fluente em português, inglês, francês e espanhol), por outro sempre estive envolvido nas áreas humanísticas. O direito surgiu naturalmente.”

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que considera a sua casa e onde foi professor de Direito Constitucional e Direito Europeu, tendo integrado a equipa académica do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“[É fundamental] não deixar que os outros escolham por nós”

A sua intervenção política começou cedo quando integrou a associação de estudantes da sua escola secundária. Exerceu cargos de representação dos estudantes também na universidade, ingressou na Juventude Social Democrata (JSD) e depois no PSD. Exerceu cargos em órgãos nacionais das duas estruturas e foi deputado pelo partido na Assembleia Municipal de Sintra.

Sobre o associativismo juvenil, afirma que é fundamental a participação pública. “É fundamental que possamos contribuir e não deixar que os outros escolham por nós, que nós possamos ter voz e que possamos ter oportunidade de dizer o que queremos dizer. A participação pode passar por variadíssimas formas: participação organizada (no caso das associações), participação informal (por exemplo, se for o caso de uma manifestação), por escrito, tomando posições públicas (o que hoje é muito mais fácil porque qualquer rede social reproduz uma ideia, um pensamento, uma ação). Hoje é muito mais simpático e muito mais fácil para agir, intervir, para mudar e para fazer. Acho que todos nós temos essa obrigação porque faz parte do nosso contributo de cidadania.”

O parlamentar foi um dos primeiros professores de Direito Europeu em Portugal sendo que o seu interesse académico surgiu no processo em que Portugal vivia de integração europeia. “Fui acompanhando o fenómeno político, era uma novidade. Estávamos a criar um novo ordenamento jurídico, vivendo todo o impacto do desenvolvimento profundo da Europa.”

“Os outros são o nosso escopo”

Para António Rodrigues, “a política tem a ver com participação, com a governação, com decisão em prol dos outros. Há várias formas de a poder realizar. Os outros são o nosso escopo, o nosso objetivo, e os outros são as pessoas para as quais nos dirigimos.”

Aos jovens, deixa como desafio que “participem mais na vida de todos e menos nos ecrãs que estão tão habituados a mexer”.

Artigo elaborado por João Marques, colaborador d’Os 230

Nome Completo

António Costa Rodrigues


Data de Nascimento

30/05/1958


Habilitações Literárias

  • Mestrado em Direito


Profissão

Advogado


Comissões Parlamentares

  • Comissão de Assuntos Constitucionais Direitos Liberdades e Garantias
  • Comissão de Assuntos Europeus [Suplente]
  • Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados
  • Comissão Parlamentar de Inquérito - Gémeas Tratadas com o Medicamento Zolgensma [Coordenador GP]
  • Grupo de Trabalho -Júri Prémio Barbosa de Melo