Bernardo Cappelle Homem Caldeira Pessanha
Sempre gostou de política mas nunca lhe interessaram as juventudes partidárias. Depois de diversas experiências no Partido Social Democrata (PSD), filiou-se no CHEGA que é, nas suas palavras em entrevista ao projeto Os 230, “o partido que esperava que aparecesse e que representa verdadeiramente aquilo em que eu acredito”.
Bernardo Pessanha foi eleito em 2024 pelo Círculo Eleitoral de Viseu, de onde é natural. Sonhou seguir uma carreira militar mas as dificuldades com a Matemática no fim do ensino secundário levaram-no à Licenciatura em Comunicação Empresarial tendo posteriormente trabalho como consultor. Realizou também uma Pós-graduação em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica.
A sua primeira experiência profissional foi na equipa de produção de conteúdos para o website oficial da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, em 2007. “Foi uma experiência muito desafiante que me deu logo um contacto muito grande com o ambiente político internacional. Estive de perto com figuras mundiais como Gaddafi (líder político da Líbia entre 1969 e 2011) ou Putin (Presidente da Federação Russa). Lembro-me de momentos com muito impacto, como por exemplo a primeira cimeira UE-Rússia”, contou.
Desempenhou funções no PSD, em funções de comunicação, em várias campanhas eleitorais e como assessor parlamentar na área da educação. Apesar da proximidade com o partido, nunca se fez militante. Já no CHEGA assumiu funções de assessor de imprensa, “fazendo a ponte entre os políticos e os jornalistas”. A sua experiência “no backoffice” levou Bernardo Pessanha “a ter um conhecimento muito profundo da Assembleia da República”.
A capacidade de mudar a vida das pessoas
Os 230 perguntaram-lhe como se pode fazer política. “Pode-se fazer política de várias formas - respondeu - enquanto cidadão, defendendo aquilo em que se acredita, participando em associações, causas e movimentos. Pode-se fazer política através dos instrumentos que o parlamento tem à disposição dos cidadãos: como petições, iniciativas políticas de cidadãos. E depois poucos, os tais 230, são os atores por excelência da política, são os que foram escolhidos pelos cidadãos e têm a responsabilidade de os representar. Sempre tendo em conta o bem comum, e procurando sempre atuar reta e justamente em prol daqueles que nos elegeram.”
“Penso que as pessoas muitas vezes não têm verdadeira noção do que é o trabalho e do poder de um deputado”, afirmou. “Estamos na linha da frente e somos os autores, na primeira pessoa, das políticas públicas”.
De assessor para deputado, sente que a sua responsabilidade “aumentou muitíssimo”. “Sermos eleitos dá-nos a ideia de que temos de ser fiéis aos valores, ao programa pelo qual fomos eleitos. Temos a responsabilidade aos nossos ombros das pessoas que votaram em nós e também das que não votaram porque, a partir do momento que somos deputados, somos deputados de todos os portugueses”.
Artigo escrito por João Marques, colaborador d’Os 230
Nome Completo
Bernardo Cappelle Homem Caldeira Pessanha
Data de Nascimento
17/01/1983
Habilitações Literárias
- Licenciatura em Comunicação Empresarial
- Frequência de Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais
Profissão
Consultor de Comunicação
Comissões Parlamentares
- Comissão de Defesa Nacional [Suplente]
- Comissão de Ambiente e Energia [Coordenador GP]
- Grupo de Trabalho - Acompanhamento da Condição Militar