Entrevista a Miguel Guimarães
  • 03.04.2025
  • PSD
  • Porto
  • XVI Legislatura

03.04.2025

XVI Legislatura

Porto

PSD

José Miguel Ribeiro de Castro Guimarães

Médico especialista em Urologia e ex-Bastonário da Ordem dos Médicos de 2017 a 2023, Miguel Guimarães é deputado do Partido Social Democrata à Assembleia da República nesta XVI Legislatura, eleito pelo círculo do Porto.

Nasceu na Casa de Saúde da Avenida dos Aliados, mas ainda pequeno mudou-se para Espinho, onde viveu a maior parte da sua infância. Regressou ao Porto quando ingressou na Faculdade de Medicina, onde tem vivido e trabalhado desde essa altura. É medico urologista desde finais da década de 90 no Hospital de São João, na equipa de transplantação.

Aceitou o desafio que lhe foi lançado por Luís Montenegro, por pensar que o Partido Socialista já estava, de forma cómoda, há “demasiado tempo” instalado no governo, sem empreender atividades e reformas que são essenciais ao país. Defende, portanto, que “a alternância no poder é fundamental para dar vitalidade à democracia”, para nos modernizarmos e adaptarmos às realidades. A título de exemplo, e ao nível da Saúde, Miguel Guimarães refere que o SNS hoje em dia ainda é governado da mesma forma que era há 50 anos atrás e que a modernização é fundamental para dar resposta às necessidades atuais dos utentes.

Confrontado com a responsabilidade que teve como representante de uma classe profissional, enquanto Bastonário da Ordem dos Médicos, e o papel de deputado que agora tem, enquanto representante de todos os portugueses, Miguel Guimarães diz que são cargos diferentes e revela que, enquanto Bastonário, “a capacidade de decisão, sobre aquilo que tem de ser feito, tem de ser muito mais imediata”. É deputado em regime de não-exclusividade, o que lhe permite continuar a desenvolver a sua atividade clínica a nível privado, com consultas no Porto, ainda que lamente o facto de não poder continuar a desenvolver o seu trabalho no Hospital de São João.

A aprovação da Lei da Eutanásia

Defende a revogação da Lei da Eutanásia e confessa que a posição da Ordem dos Médicos nunca foi favorável à Lei da Eutanásia por diversos motivos. Em 2023, enquanto Bastonário, e antes do Governo aprovar a Lei da Eutanásia, diz ter escrito uma carta ao Presidente da Assembleia da República a explicar que não tencionava designar médicos para participar no processo da Eutanásia, por achar que não faria sentido ser a própria ordem a designar os médicos que deveriam atuar nesse sentido. Segundo as suas convicções, deveria ser o próprio Parlamento a designar os médicos que deveriam executar a Lei.

Artigo escrito por Mónica Mota, colaboradora do Projeto Os 230

Nome Completo

José Miguel Ribeiro de Castro Guimarães


Data de Nascimento

22/01/1962


Habilitações Literárias

  • Licenciatura em Medicina


Profissão

Médico


Comissões Parlamentares

  • Comissão de Defesa Nacional [Suplente]
  • Comissão de Saúde
  • Grupo de Trabalho – Acompanhamento do Plano de Emergência e Transformação na Saúde [Suplente]