Entrevista a Marta Freitas
  • 08.11.2021
  • PS
  • Madeira
  • XIV Legislatura

08.11.2021

XIV Legislatura

Madeira

PS

Marta Luísa de Freitas

Deputada eleita pelo círculo da Madeira do Partido Socialista na atual legislatura da Assembleia da República, Marta Freitas reconhece a influência da ilha no seu percurso pessoal e profissional e admite que a sua missão e o seu compromisso assentam num trabalho de maior envolvência, não só das mulheres, mas também de todos os madeirenses, na vida política do seu país.

Neta de bordadeiras e orgulhosa das suas raízes insulares, Marta nasceu em 1980, a meio caminho entre a revolução do 25 de Abril e a integração de Portugal na União Europeia, e cresceu a assistir ao desenvolvimento e à evolução da ilha, embora sempre com a ideia, partilhada pela sua geração, de um dia sair e continuar os estudos no continente, onde teria mais opções e mais alternativas curriculares às que a Universidade da Madeira apresentava.

Porém, não eram apenas os jovens que deixavam a ilha em busca de melhores perspetivas académicas, Marta Freitas recorda que, à medida que foi crescendo, foi também convivendo com a saída de muitos familiares e amigos da região, que partiam à procura de mais oportunidades e de melhores condições de vida, inclusive em outros países como a Venezuela, a África do Sul, o Brasil ou o Canadá.

A formação na área da saúde, em Fisioterapia, surgiu inevitavelmente como desejo de contribuir com algo de bom para a vida das pessoas. Ela própria o diz: “É isso que me move – é capacitar as pessoas, poder trabalhar em conjunto e em equipa para poder fazer a diferença”.

A entrada na vida política

A deputada revela que a sua participação política começa quando, grávida, acompanha a vida política do marido como Presidente de Junta, quando o ouve falar das histórias e dificuldades das pessoas que vivem na freguesia e começa a ganhar respeito pelo seu trabalho junto da população e a perceber que também através da política, e não apenas através da saúde, é possível “fazer a diferença na vida das pessoas”.

É com esse intuito que decide participar, propor, dar voz às suas ideias, tornando-se militante do Partido Socialista, partido com cujas causas se identifica. Diz que é preciso ter “coragem” para se pertencer a um partido que foi sempre da oposição, e que em 45 anos nunca ocupou o cargo de liderança do Governo Regional da Madeira, mas que é da alternativa que vive a democracia e é através dela que as sociedades evoluem, se tornam mais inclusivas, mais abrangentes, mais ao encontro das necessidades das populações.

Sem nunca esquecer as suas raízes, a deputada madeirense confessa que a família é o suporte da sua atividade política e que, quando decidiu fazer parte do partido, pensou não apenas em trazer uma nova esperança e contribuir com novas ideias para o futuro da ilha da Madeira, mas também para a inovação da região que será o futuro da filha.

Artigo escrito por Mónica Mota, colaboradora do projeto Os 230.

Nome Completo

Marta Luísa de Freitas


Data de Nascimento

27/09/1980


Habilitações Literárias

  • Licenciatura em Fisioterapia
  • Mestrado em Atividade Física e Desporto
  • Frequência de Licenciatura em Gestão


Profissão

Fisioterapeuta


Comissões Parlamentares

  • Comissão de Saúde [Suplente]
  • Comissão de Trabalho e Segurança Social
  • Grupo de Trabalho - Direitos das Pessoas com Deficiência