Entrevista a Pedro Cegonho
  • 11.05.2021
  • PS
  • Lisboa
  • XIV Legislatura

11.05.2021

XIV Legislatura

Lisboa

PS

Pedro Miguel de Sousa Barrocas Martinho Cegonho

Pedro Cegonho, deputado do Partido Socialista (PS), escolheu uma exposição da União Europeia, na Assembleia da República, como pano de fundo para o seu discurso marcado pelo interesse no diálogo e compromisso interpartidário.

O percurso pessoal e o ponto de viragem para a vida política

Nasceu e cresceu em Santarém. Conta que este local teve influência na decisão da sua formação na área da História, ao sentir-se rodeado por um grande património e cultura. Ainda assim, a sua formação é contínua e está atualmente a frequentar um doutoramento em Estudos Globais.

Foi ainda no ensino superior que iniciou o seu contacto com a política. Para além de ter tido a experiência de uma candidatura à Associação de Estudantes, começou a conhecer a vida política local de Santarém. Iniciou a sua militância na Juventude Socialista (JS), que mais tarde lhe proporcionou determinados cargos nos órgãos nacionais e, finalmente, aos 18 anos, inscreveu-se no PS.

Com o avançar da sua vida profissional e política, que conta com passagens em funções como a presidência da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, a presidência do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Freguesias ou mesmo a presença parlamentar através do PS, o deputado tem um objetivo, o poder vir a “ser recordado como alguém que usou o tempo que lhe foi disponível estar cá para poder fazer alguma coisa pelos outros”. Sublinha, portanto: “Se se recordarem do que eu fiz em conjunto com um traço de humildade acho que fico contente.” É nesta linha de pensamento que, quando confrontado com a escolha da preferência entre “humildade e ambição”, o deputado não hesita em escolher o primeiro.

Os momentos marcantes da Assembleia da República (AR)

Pedro Cegonho recorda determinados momentos impactantes na sua profissão, afirmando-se “formalista nesse aspeto”, uma vez que considera marcantes, por exemplo, “momentos como a tomada de posse e instalação da AR”, “a tomada de posse do presidente” ou a “votação de determinados assuntos em que a consciência individual dos deputados pesa e acaba por ser um momento em que nos temos que definir com convicções, com consciência, com princípios.”

A par disto, admite que a sua memória política mais antiga é a das presidenciais de 1986, nas quais foi eleito o Presidente Mário Soares, e afirma que é aí que “nasce a curiosidade, interesse e filiação política”, uma vez que encara esses momentos como reforços da lembrança de que a soberania reside nos eleitores.

O compromisso interpartidário

“Não somos máquinas, não somos perfeitos, não somos detentores de verdades absolutas” e é por esta razão que Pedro Cegonho assume tentar procurar ter humildade para ouvir quem mais sabe sobre determinados assuntos ou tem visões diferentes. Admite que “a divergência também é boa porque marca as alternativas políticas, marca as alternativas que a própria democracia deve produzir, mas é bom que, ao nível pessoal, nós tenhamos capacidade de compromisso, capacidade de diálogo, capacidade de aprender uns com os outros os outros.”

A mensagem aos portugueses

Para concluir, Pedro Cegonho deixa uma mensagem aos portugueses, lembrando que os cidadãos devem ter em conta que os deputados são “pessoas como quaisquer cidadãos que votam que participam na vida do nosso país”, acrescentando ainda que têm o “dever acrescido de ouvir as pessoas e incorporar essa capacidade de audição e aquilo que os cidadãos querem transmitir ao longo do tempo nas decisões” e que incorporar essas necessidades e preocupações da população faz parte da “missão de ser um órgão de soberania, neste caso, o poder legislativo do país.”

Artigo escrito por Joana Teles Ferreira, colaboradora do projeto Os 230

Nome Completo

Pedro Miguel de Sousa Barrocas Martinho Cegonho


Data de Nascimento

09/08/1978


Habilitações Literárias

  • Licenciatura em História
  • com minor em Artes e Património
  • Frequência de Doutoramento em Estudos Globais
  • Frequência de Licenciatura em Direito (4º ano)
  • Frequência de Licenciatura em Estatística e Gestão de Informação (2º ano)


Profissão

Quadro Técnico Bancário


Comissões Parlamentares

  • Comissão de Assuntos Europeus
  • Comissão de Cultura e Comunicação
  • Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados [Suplente]