A série documental 18 Dias - 18 Distritos continua a sua visita pelo distrito de Vila Real, terra que viu nascer o escritor Camilo Castelo Branco e cuja estátua realizada por subscrição pública é exemplo de participação da comunidade desde 1926.
A descoberta do distrito que elege cinco deputados inicia-se no Sport Club de Vila Real, uma instituição com mais de 100 anos e que funciona como um ponto de encontro para todos os Vila Realenses.
O brasão do município que junta catorze concelhos e 197 freguesias conta com a curiosa história da palavra aléu. Reza a lenda que durante a conquista de Ceuta o Rei D. João I ao chegar a Vila Real se deparou com um grupo de rapazes a jogar um jogo com um pau (aleo) e pedras, um primórdio do hóquei, e que quando abordados por sua majestade para saber a razão por que não se encontravam prontos para se defender dos infiéis, um dos jogadores terá respondido que defenderia Ceuta até à morte com o aleo. A partir desse momento a palavra passou a estar inscrita não apenas no brasão, como na história do distrito, tendo inclusive estado de pernas para o ar durante o período em que Vila Real mostrou fidelidade à Família dos Távoras.
No Museu de Vila Velha pode conhecer-se melhor as tradições de um distrito com mais de 185.000 habitantes. Uma dessas tradições é a olaria de Bisalhães, inscrita como Património Cultural Imaterial da UNESCO e cuja característica principal é o barro preto, que fruto do processo de cozedura com o fumo e cinza da lenha lhe confere uma cor diferente.
Os cerca de 4300 km2 do distrito de Vila Real comportam uma grande variedade na sua extensão do qual fazem parte os concelhos de Alijó, Boticas, Chaves, Mesão Frio, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Valpaços, Vila pouca de Aguiar e Vila Real.
A visita termina com a deslumbrante paisagem vinhateira do Douro de características únicas, sendo a primeira região demarcada e delimitada do mundo em 1756 por ordem do Marquês de Pombal e que é hoje reconhecida internacionalmente.
Artigo escrito por Irina Rosa, colaboradora do projecto Os 230